Itabuna, Bahia, 10 de agosto de 1912: nasce Jorge Leal Amado de Faria, o homem que entrou para a história da literatura como o escritor brasileiro com mais livros publicados fora do Brasil: traduzidos para 49 idiomas, foram publicados em 55 países.
Hoje, cem anos depois, o nosso Jorge Amado já teve obras adaptados para o cinema, a televisão, o teatro, a dança, e até serviram de tema para enredo de escola de samba. Os personagens inspiraram nomes de ruas, batizaram estabelecimentos comerciais e foram associados a marcas de vários produtos. A obra de Jorge Amado contribuiu para a difusão da imagem do povo baiano no Brasil e no mundo, propagando a poesia e a sensualidade do maior estado do Nordeste.
O primeiro livro de Jorge Amado foi O País do Carnaval, quando tinha dezoito anos. A partir do lançamento, o jovem baiano seguiu o caminho para o sucesso literário, concebendo grandes obras, até se tornar membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1961. Jorge vendeu mais de vinte milhões de livros em 70 anos. O campeão foi Capitães de Areia, com cerca de quatro milhões de cópias, seguido de A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, com três milhões, e Gabriela Cravo e Canela, com dois milhões.
O Brasil festeja o centenário de Jorge Amado neste ano. As comemorações incluem exposições sobre a obra do escritor, mostra de cinema, edições especiais dos livros e o II Colóquio de Literatura Brasileira, a ser realizado em Salvador, no mês de agosto. A programação completa das comemorações dos cem anos pode ser vista no site www.jorgeamado.com.br
Juliano Jacob

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